Discípulo – Parte I

Nesse estudo iremos aprender o que é ser um discípulo de Cristo e o que nos torna um discípulo de Cristo. Vamos também conhecer quais as recompensas, e compreenderemos que ser um discípulo está relacionado a pertencermos à família do Pai celestial.

A verdade é que nem todos que se dizem Cristãos são discípulos. Receber a salvação não quer dizer que já nos tornamos discípulo. Vamos entender como funciona na prática.

A natureza dos discípulos é conhecida pela humildade e mansidão. Devem ser ensináveis para estar continuamente aprendendo. Eles carregam em si mesmos a morte de Cristo todos os dias. Eles são marcados pela morte e ressurreição, pelas renúncias que fazem, por amor e obediência a Cristo. Pois seu chamado é seguir o seu mestre aonde quer que ele vá. Porque sabem que devem ser como Ele e fazer o que Ele faz.

Jesus Cristo veio restaurar todas as coisas que foram colocadas em inutilidade por causa do pecado. E não estabelecer igrejas, congregações ou templos feitos de pedra. Isso se originou em Roma, é um governo Babilônico.

Hoje vemos que muita coisa tem mudado com as igrejas nos lares. E isso é muito bom, pois é o começo da reforma que Cristo está trazendo no meio do seu povo. Mas a questão não é apenas que mudemos e passemos a nós reunir em casas, como na igreja primitiva de atos. As estruturas babilônicas de religiosidade precisam primeiramente ser destruídas em nossas mentes. Isso é na forma como pensamos, vemos e lidamos com a família de Cristo e com Reino de Deus.

Podemos mudar de um lugar e nunca mudar a mente e o coração. Quando alcançarmos uma mente e coração transformado, e tivermos a mente e coração de Cristo, veremos quanto impacto uma só pessoa poderá causar em toda terra.

Vamos compreender o que é ser um discípulo. Oro para que o seu entendimento se abra para receber a revelação, para entender e compreender a palavra que o Senhor está liberando sobre sua vida, e que possa mudar a sua mente, para viver o grandioso propósito e chamado que o Senhor tem para você. Em nome de Jesus Cristo.

A primeira coisa que devemos aprender é que o Senhor nos enviou para fazermos discípulos. E não abrir igrejas, ou criar denominações. Mateus 28:19-20.

Entenda que isso é um mandamento. “Vão e façam discípulos de todas as nações”. Ele não disse “vão e abram igrejas, cresçam os seus ministérios”. A igreja, que é a morada de Deus na terra, a noiva do cordeiro, é formada por cada pessoa que realmente entregou sua vida a Cristo e se tornou um discípulo Dele. Ser igreja não se trata de se ter ou pertencer a uma organização institucional. Mas nos tornarmos a igreja onde Cristo vem habitar.

Precisamos pregar o evangelho que fará discípulos em todas as nações, e batizá-los no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

Esse batismo é uma imersão na natureza, no caráter e personalidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Mas apenas os discípulos recebem esse batismo. Isso acontece quando os atributos da divindade são manifestados em nós. E como já vimos, ser discípulo não é ser evangélico e fazer parte de uma congregação.

O que significa a palavra discípulo? Significa aquele que recebe disciplina ou instrução, que aprende e segue as ideias de outro. Vamos entender melhor isso na realidade do Reino de Deus. O discípulo é aquele que aprende para a fazer as mesmas coisas que o mestre fez, ou seja, ele se torna como o seu mestre.

Porém, a realidade da igreja é que muitos cristãos que verdadeiramente amam o Senhor, não foram levados a se tornar discípulos, não foram imergidos na natureza da trindade. E como consequência, continuam com a mesma forma de pensamento, a mesma linguagem, as mesmas atitudes, hábitos e costumes que tinham antes de virem para Cristo.

Porque na verdade ser discípulo de Cristo requer que deixemos tudo para segui-lo; eu disse tudo! Isso implica em renúncias e sacrifício, que para maioria dos cristãos tradicionais seria inviável. Não podemos mais continuar pensando, que poderemos levar nossa vida como queremos, da nossa maneira; onde nossos sonhos e ideais são ainda mais importantes; e ainda dizer sermos discípulos de Cristo.

Precisamos ser sinceros e tirar todo o engano dos nossos corações. O discípulo está constantemente sob disciplina. A vida do discípulo é dura, ele tem que seguir o mestre, e nunca fazer a sua própria vontade. Assim como está escrito em Apocalipse: “seguir o cordeiro por onde quer que Ele vá”.

Um ponto muito importante, é que o discípulo também receberá a honra de um discípulo. Muitos podem ser cristãos, salvos, mas não receberão o mesmo galardão daquele que se tornou um discípulo.

Ler versículos: Lucas 24:36-49.

Quando Jesus ressuscitou dos mortos, Ele não voltou e se revelou para as multidões que O ouviam. Ele primeiro foi para o Pai, depois foi se revelar aos Seus discípulos. Para que estes o reconhecessem e pudessem conhecer a glória da ressurreição. Assim tiveram o entendimento aberto para uma maior compreensão das Escrituras e do Reino de Deus.

Os Seus discípulos precisam ter o entendimento aberto para receber, com maior profundidade, uma nova revelação e compreensão a respeito do Reino de Deus que outros não poderão acessar.

Às vezes ficamos admirados com as revelações que os grandes ministros do Senhor recebem e nos transmitem. Mas eles se tornaram discípulos! E a estes foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino.

Para os discípulos é que vem o revestimento do poder do alto, a revelação de Cristo. O poder da ressurreição; poder para perdoar pecados; pois eles levam a mensagem de arrependimento. Ao discípulo é dado a autoridade do Cristo, porque O conhece e vê onde Ele está, sentado no Seu trono cheio de Glória e esplendor.

Há uma diferença entre conhecer o Jesus que andou sobre a terra, e conhecer o Cristo ressuscitado. O Cristo ressuscitado só se revela aos discípulos, e não para os cristãos tradicionais. É necessário darmos os passos, e desejarmos, buscarmos até que alcancemos a ressurreição de Cristo.

Tudo tem um preço a se pagar. A cruz de Cristo, foi um pagamento pela vida de todos os seres humano. Mas o Senhor espera que juntamente com Ele, todos os seus irmãos, também carreguem a sua cruz.

Por exemplo: uma pessoa que deseja seguir a careira de medicina; o quanto que ela investir do seu tempo em estudo, dedicação e esforço, é o que vai determinar, se ela vai ou não alcançar seus objetivos. Isso exigirá com certeza muitas renúncias!

Leia Mateus 12:46-50.

Então vemos que o primeiro para passo ser discípulo de Cristo é a renúncia. Se não renunciarmos, família, estudo, trabalho, amigos profissão, casamento, filhos, marido, esposa, casa, carro e riquezas. E não deixar tudo o que possuímos não poderemos ser Seu discípulo.

Porém, não estou com isso dizendo que é para deixarmos de amar a família, as pessoas e etc. ou abandonar nossa família, e que também não poderemos mais possuir uma casa, ou qualquer bens de valor. Poderemos até mesmo ser muito ricos. Ao contrário, é quando renunciamos que o Senhor terá condições de nos dar muito mais. Pois Ele disse que nos seria restituído tudo o que deixarmos.

Marcos 10:28-31

O que o Senhor nos pede é para arrancarmos essas coisas do nosso coração; não as ter como um ídolo, colocando em primeiro lugar em nosso coração. Em que estaremos apegados de tal forma, que não poderemos ser como vento. Os que são como o vento ninguém sabe de onde vêm e nem para onde vão, essa é a definição para os nascidos do Espírito. Eles não serão agarrados às coisas terrenas.

O Espírito de Santo tem muito zelo pela família do Pai; e por isso cuida para que todos amem Cristo sobre todas as coisas e tenham condições de segui-Lo, sempre fazendo a Sua vontade. Embora, eles, amando muito mais que todos, serão desapegados de tudo, mesmo possuindo tudo, estarão dispostos a deixar tudo. Nada prende a alma de um discípulo, pois sua mente está nas coisas do alto.

As coisas naturais desse mundo exercem um grande poder atrativo para seduzir o homem e desencaminhá-lo do caminho da verdade, fazendo com que fique voltado para os desejos do seu coração. Aquilo que agrada e dá prazer a carne e ao Ego são âncoras que nos prendem na religiosidade, que trabalha para cuidar daquilo que é concernente a felicidade do homem.

Uma pessoa que se converteu a Cristo genuinamente não precisa mais se debater para renunciar os pecados que antes lhe escravizava! Não estamos falando aqui da renúncia do pecado, mas sim de assuntos nos quais se fundamentam nossos sonhos, desejos, e ideais de vida. São todas as coisas exigidas pelos padrões de satisfação própria deste mundo, e que são cômodas para nós e aos nossos olhos parecem boas e importantes para vivermos.

Essas são as mesmas provas que Jesus Cristo também passou, em sua vida na terra. E até mesmo minutos antes da sua morte na cruz, foi tentado a não confiar no amor de seu Pai. Mas usar o seu poder para proteger-se; e livrar-se da morte, saindo da cruz triunfante, provando ser o filho de Deus, através do uso pervertido do seu poder.

A morte sempre vai significar uma derrota. A morte de Cristo significava a grande derrota de todo império do inferno. A morte de um discípulo, que decide tomar sua cruz e morrer por Cristo; também vai significar a derrota de satanás.

Jesus não foi tentado pelo diabo, com pecados carnais e mundanos, que O desqualificasse e O levasse a perder o seu poder e a influência sobre multidões. Porque isso seria muito fútil para alguém com um propósito tão poderoso.

Ao contrário, Jesus foi tentado, a usar esse mesmo poder e autoridade que tinha recebido do seu Pai, para enganar as multidões. Por ambições próprias e em benefício da falsa realização da alma.

Com isso, Jesus Cristo, o último Adão, se tornaria como o primeiro Adão, que teve sua genética adulterada, e assim contaminou toda a humanidade. Satanás contava também com essa mesma estratégia; que era contaminar o DNA de Jesus.

Contaminaria a sua genética, levando ele a comer do fruto de maldição que vem da árvore do conhecimento do bem e do mal. Assim o segundo Adão, a semente da mulher, não pisaria a cabeça de satanás.

Se essa tragédia tivesse acontecido, isso desqualificaria totalmente Jesus do Seu glorioso chamado e propósito. Esse é o mesmo processo de tentações e provas, pelo qual todos nós como filhos de Deus vamos passar. Essa é a difícil e perigosa prova, na qual determinará se nos tornaremos discípulos e também filhos e esposa do cordeiro de Deus.

É depois dessas tentações que iremos compreender o que foi falado no início, de se renunciar tudo que temos. Em especial, primeiramente deveríamos deixar nossa própria família pela família de Cristo. Por que?

Hoje vemos um grande mover no corpo de Cristo, de restauração de famílias. E graças a Deus por esse despertamento que o Senhor está trazendo; levando seu povo para amarem suas famílias e verdadeiramente compreender a importância da família para Deus. Pois o Senhor ama família, Ele é o criador das famílias. Famílias bem estruturadas trarão à existência uma sociedade saudável, comprometida com o futuro das novas gerações.

Porém, eu pergunto, será que a igreja de Cristo sabe o que é para Deus uma verdadeira família? A família é considerada uma instituição responsável por promover educação dos filhos e influenciar o comportamento dos mesmos no meio social.

O papel da família no desenvolvimento de cada pessoa é de fundamental importância. É no convívio da família, que uma pessoa deve receber o conhecimento do verdadeiro amor, ensino da palavra de Deus e receber a sabedoria que necessita para vida. Porque irá ficar impresso em sua alma, e jamais se desviará do caminho correto.

No entanto, nós esquecemos que o nosso Criador, também tem sua família. O projeto da família saiu do amor mais profundo do coração de Deus, quando Ele mesmo desejou ter Sua família, uma esposa e filhos que fossem à Sua imagem e semelhança. Deus criou o homem para que nele se projetasse, refletisse a natureza e característica da divindade.

Nós, que somos a igreja de Cristo na terra, somos a família do Pai. E precisamos urgentemente, deixar de ver a igreja como uma organização social. Cujo propósito está em servir e ajudar pessoas com problemas e dificuldades. O propósito da igreja como família de Cristo, é muito mais extraordinário do que tudo que temos vivido até hoje.

Muitos buscamos a igreja para nossas próprias necessidades, como uma auto ajuda para as dificuldades da vida. Mas não somos levados a compreender verdadeiramente no coração, e não apenas na mente, que a igreja é a nossa verdadeira família. Que antes estávamos separados e não a conhecíamos, e que agora o Pai nos reconciliou com ela.

Pois se deixamos as trevas e verdadeiramente viemos para a luz, então saímos de um reino para entrar em outro reino. A mudança deve ser total, e não parcial. A nossa família de fato deve ser agora aqueles que fazem a vontade do nosso Pai celestial e não aqueles que aborrecem o nosso Pai e toda Sua família.

Isso é algo a se analisar para arrependimento. Pois estamos muito longe de amar e ter a família de Cristo como família de verdade. Muitos sabem disso, porém ainda de forma muito superficial que não chega a ter nenhum efeito ou impacto na vida de nenhuma pessoa ou na sociedade onde vive.

Se seguiremos a Cristo devemos amar o que Ele ama. E, com certeza, Ele tem o seu coração e amor mais em Sua família do que na nossa própria família. E a Sua família é todo aquele que faz a vontade do Pai. O Senhor pergunta, ‘Você ama mais a sua família ou a Minha família?’

Muitos de nós caímos no gravíssimo erro do desequilíbrio ao pensarmos que o Senhor quer tanto a restauração das nossa família, que passamos a viver para elas deixando de amar e nos importar com a de Cristo. Pois onde está o nosso coração é onde estará o nosso tesouro.

Assim pecamos muito porque deixamos de praticar a verdadeira Koinonia, a perfeita comunhão com nossa família espiritual. A consequência disso é falta de unidade da igreja, vemos apenas divisões, acusações e inimizades em todo o corpo.

O teste básico para ser um discípulo da igreja dos últimos dias para essa nova geração que está surgindo, será deixar a família natural para realmente, de coração, se unir à família espiritual do Pai que está no céu.

E para isso, precisamos de muito arrependimento, isso é uma mudança total da mente. Pois se formos analisar, somos muito apegados ao que nos pertence, e essas coisas são âncoras que nos prendem ao que é natural e terreno. Se nós prestarmos atenção, 99% das coisas que fazemos durante o dia estão relacionadas a nós mesmos.

Se pararmos para analisar o nosso coração e perguntar ao Espírito Santo as motivações que temos diariamente, veremos que praticamente só vivemos para nós mesmo. Dificilmente vamos acordar pensando em como, nesse dia, amar Deus e o nosso próximo.

Isso será exigido para o discípulo, o morrer para o meu eu! Para viver para o nós. Temos que radicalmente renunciar o nosso conforto, comodismo e segurança. Porque toda a segurança, a âncora do discípulo está em Cristo. E seu coração nos propósitos do Eterno.

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igrejagloriosa • 16 de fevereiro de 2017


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