Discípulo – Parte II

Próximo versículo do estudo: Mateus 10:24-25. Esses versículos são muito importantes, porque o Senhor fala que o servo será igual ao seu Senhor, e o discípulo igual ao seu Mestre.

Aqui aprendemos algo muito importante pela qual todo discípulo passará: o teste da rejeição, e devemos entender melhor o que é esse teste. Uma das coisas mais importantes para uma pessoa é ser aceita. O ser humano não redimido tem os códigos genéticos adulterados por causa das iniquidades. Esses passam a informação para a mente de que “ser amado é quando todos me aceitam”. Isso é um grande engano de satanás.

Jesus nunca procurou ser aceito por Israel. Mesmo tendo sido enviado para eles. Ele não fez nada, e nem buscou nada, não se dedicou e nem falou nada para ser aceito pelos fariseus ou pelos religiosos, nem por nenhuma outra pessoa. Somente buscou ser aceito pelo seu Pai celestial. Nós também temos de concertar essa distorção dentro de nós, porque a busca por aceitação, simplesmente nos impedirá de ser discípulo.

Por exemplo, quando uma pessoa busca ser aceita pelo pai ou mãe, ela provavelmente se desviará do amor e da verdade. Porque sua mente e coração estarão baseados em fazer coisas para agradá-los, pois sua intenção é não desagradar, para que não perca o amor e reconhecimento do pai ou da mãe. Porém esse pensamento vem do medo.

O medo tem se tornado o sentimento pelo qual tomamos decisões e fundamentamos os relacionamentos. E não o amor, que é o único elo perfeito que nos torna livres. Qualquer coisa que fizermos movidos pelo medo, o fruto será a morte. O amor deve ser o meio pelo qual nos relacionamos com Cristo e com as pessoas, pois no amor não há medo, pelo contrário, ele lança fora o medo.

Não podemos permitir que sejamos escravos do medo. O medo da perda, da rejeição, da família, da sociedade, da religião; e o status quo. Tudo isso poderá também nos desqualificar como discípulos.

A mentalidade de um discípulo não é voltada para o que as pessoas vão pensar ao seu respeito, mas sim para o que o Senhor está pensando ao seu respeito. Como pessoas maduras, devemos ter isso em mente e nos livrar de toda religião, que nos impede de seguirmos a Cristo.

Precisamos destruir o pensamento enganoso de que “eu sou um discípulo de Cristo”. Porém me preocupo em estar agradando mais a mim mesmo e ao meio onde vivo do que estou agradando ao Rei do Reis.

O foco da vida de um discípulo que segue o seu Mestre Jesus Cristo nunca pode se desviar, deve estar Nele e somente no Senhor, nunca em pessoas. A mente de um discípulo está centrada em seguir Cristo, por meio de seguir e amar a verdade.

Não fomos chamados para sermos amados, o Senhor nunca falou: “Busquem ser amados!”. O mandamento é: “Amem o seu próximo como a si mesmo!” Esse é o dever de todo cristão. Porém, o discípulo deve amar o seu próximo mais que a si mesmo, e não só o seu próximo, como também os seus inimigos. É fundamental que entendamos esse princípio do Reino de Deus! O Senhor falou “ame o seu próximo como a si mesmo! Ame os seus inimigos!”

Isso será requerido de todo aquele que se apaixonar por Cristo e decidir morrer por Ele. Por isso, pergunte a si mesmo “Eu quero mesmo ser um discípulo de Cristo?” Sendo assim, o teste da rejeição é um teste pelo qual todos vamos passar. Jesus Cristo passou por esse teste, Ele foi rejeitado pelo seu próprio povo, por aquele pelo qual Ele veio à Terra.

Não podemos esquecer que o discípulo está sempre sob disciplina. A disciplina é exigida para manter o alinhamento com a natureza do seu chamado, pois a disciplina está relacionada com o ouvir para aprender e saber seguir a Cristo aonde Ele esteja indo.

Outra coisa que diferencia o discípulo é o relacionamento, a intimidade com seu mestre. Os discípulos são aqueles que estão mais próximos do Senhor, os que O conhecem de uma maneira que outros não conhecem, porque mantém uma profunda intimidade com Ele.

Jesus tinha os 12 e os 70 discípulos. Mas também ensinava às multidões. Ele ensinava e falava do Reino de uma forma ampla, para todos, mas para os 12 discípulos; Ele falava os mistérios, a revelação das mensagem. Existem níveis em que estão os discípulos. Os que apenas ouvem; os que buscam aprender para ter conhecimento, mas que não obedecem; e aqueles que vão viver, colocar em prática o que aprenderam, seguindo os passos do mestre.

Esse último caso é o nível em que se vai receber maior revelação que outros não vão conseguir acessar. Esse discípulo é aquele que está no aconchego da comunhão, a qual é profunda. Ele não pensa e deseja nada mais a não ser o Senhor.

Cristo era um discípulo do Pai, e só falava e fazia o que via e ouvia o Pai fazer, da mesma forma os discípulos que Ele deixou, deveriam fazer o mesmo. O verdadeiro ministério apostólico é formar discípulos, para que se tornem novos apóstolos.

Outra coisa sobre o relacionamento do discípulo com o Senhor é, que à medida que fazemos renúncias por Ele, vamos formando um vínculo de profunda comunhão e amor. Da mesma forma que em um casamento, só haverá um verdadeiro matrimônio através da imersão de um no outro.

Isso acontece quando ambos abrem mão de si mesmo para amar um ao outro. E isso é um simbolismo de como é nosso relacionamento com o Senhor. Ou seja, quanto maior for o nível de relacionamento e de amor, maior será nível de confiança que um terá no outro.

Por tanto, fazer um discípulo não será da noite para o dia, mas é um crescimento contínuo. Assim como o apóstolo Pedro, que quando o Senhor o chamou, ele largou imediatamente tudo e O seguiu. No entanto, esse mesmo Pedro, depois que disse “Senhor, eu vou para a cruz contigo”, negou o Cristo três vezes! Pedro ainda estava amadurecendo no seu chamado. Ele já tinha andado sobre as águas, já tinha curado, expulsado demônios, mas ainda não tinha se tornado como seu mestre.

O processo continuou depois que Cristo ressuscitou e abriu-lhe o entendimento; e também de todos os outros discípulos. Durante quarenta dias, Cristo estruturou o reino de Deus em suas mentes, para que pudessem ser revestidos com o poder do alto. Que era o batismo no Espírito Santo.

Os discípulos passaram três anos aprendendo com Jesus, eles deixaram tudo para seguir Ele. Todavia ainda não estavam prontos. O que ainda faltava? Rasgar o véu de religiosidade em seus corações. Que tornava seus pensamentos limitados e os impediam de conhecer o Cristo ressuscitado.

Pois o poder da glória da ressureição de Cristo é o poder que fará com que tudo se faça novo; é o que cria o novo homem, esse é o poder que restaura todas as coisas. E nós hoje necessitamos conhecer esse poder em nossas vidas, através de busca continua na comunhão diária.

Não receberemos poder e autoridade se não rasgarmos os véus de religiosidade que estão postos em nosso coração. Um dos caminhos para isso é buscar os julgamentos e juízos do Senhor. Para um discípulo essa busca é obrigatória, o pão de cada dia daquele que decide seguir Cristo!

Quando esse véu se rasga, sente-se grande dor. Mas essa dor é o amor tomando o lugar da religiosidade. Isso é o que nos permite entrar em níveis de Cristo onde O conheceremos face a face em toda Sua glória e esplendor, como Moisés o viu.

Dando continuidade de como é o teste da rejeição, precisamos entender que é o Senhor que permite esse teste em nossas vidas. Não existe ninguém chamado para ser um discípulo que não passe por esse teste. E por que o Senhor permite esse teste? Para que ponhamos nossa confiança somente Naquele que nunca nos rejeitará e nunca nos deixará.

O Espírito Santo quer nos levar ao nível onde vejamos que só resta Cristo e nada mais em nossas vidas. Ou seja, temos que chegar ao ponto de reconhecer e dizer “Pai, eu só tenho a Ti e o Senhor é tudo que eu tenho, a minha plenitude de vida está em Ti.”

E como já vimos, o próprio Jesus passou por esse mesmo teste diversas vezes, mas Sua maior provação foi quando enfrentou a Cruz e teve que ficar completamente só, pois até mesmo o Pai O havia abandonado. Naquele momento, era somente Ele, a morte, satanás e todos os seus demônios. E se Ele é o Senhor, o Mestre, passaremos pelos mesmos testes se decidirmos ser discípulos. Se Ele foi rejeitado, nós também seremos.

Em meio a esse teste, sabemos que o Senhor é tudo o que temos, no entanto, Ele também nunca nos deixa só, Ele nos dá uma família, a família Dele, aquela que Ele comprou na Cruz. Devemos mudar nossas mentes e orar para que as congregações saiam de dentro desse sistema babilônico, e comecem a ver como Cristo vê e a se amarem como verdadeira família.

Vejo cristãos, cheios de orgulho de suas belas famílias. Mas e a família de Cristo? O nosso egocentrismo e nossa visão errada e distorcida do reino de Deus tem matado o fluir do Espírito de Deus e a unidade do corpo de Cristo.

O Senhor quer que todos sejam UM como Ele e o Pai são UM. Sermos UM só corpo unido ao único cabeça, Jesus Cristo. Nos esquecemos daqueles que não têm família natural; muitos não têm pais, família, são órfãos, ou rejeitados. Nós devemos não apenas acolhê-los em uma organização de igreja, para tentar ajudá-los; mas como carne da nossa carne em genuíno amor e comunhão na morada de Deus. Pois sabemos que a igreja é a responsável pelos órfãos e viúvas.

Por isso, é urgente a necessidade de uma mudança de mente na igreja de Cristo! Só os discípulos viverão e compreenderão aquilo que o Senhor verdadeiramente chama de família do Pai.

Devemos também ter o cuidado de não estarmos fazendo discípulos nossos, que serão como nós. Estes não serão discípulos de Cristo. Poderemos estar levando as pessoas a se tornarem nossos discípulos, à nossa imagem e semelhança e não à semelhança de Cristo.

Levando-as a serem como nós somos, absorvendo o nosso chamado e propósito. Isso é pior ainda, porque estaremos matando a natureza do chamado de Deus nessa pessoa e a essência do Criador nelas. Com isso estaremos fazendo papagaios repetidores de outros. O foco dos discipulados nas congregações deve ser levar as pessoas a conhecerem a Cristo e se tornarem como Ele, conhecendo o propósito do seu chamado.

Quando Paulo disse “sejam meus imitadores”, foi porque ele sabia que ele imitava Cristo! Quando Jesus disse para sermos um com Ele, foi porque Ele seguia e imitava o Pai. Isso precisa estar muito alinhado em nós. Os seguidores de buda, eram discípulos de buda. Os seguidores de Maomé, eram discípulos de Maomé. E, como já vimos, discípulo é aquele que aprende do mestre, segue o mestre porque o conhece e faz o que ele faz. Mateus 10:40-42.

Quem recebe e quem honra um discípulo de Cristo, está recebendo e honrando o próprio Cristo. Qualquer coisa que se faça ao discípulo de Cristo, está se fazendo ao próprio Cristo. Por isso, é necessário tomar muito cuidado ao lidar com um filho de Deus.

Muitas pessoas não têm o menor cuidado ao tratar com o povo de Deus. Devemos ser temerosos ao causar qualquer tipo de mal ou dano àqueles que pertencem ao Senhor, pois o Pai zela por sua casa e família. Ao agir com tamanha desonra estaremos semeando a própria destruição em nossas vidas.

E isso acontece porque a lei da recompensa é real e muito séria. Mateus 10:1-8.

Nessa passagem, vemos que fala da autoridade que é dada ao discípulo, essa é a autoridade do próprio Cristo. E tristemente não se encontra muitos cristãos com autoridade. Receber autoridade depende de todos os requisitos que falamos anteriormente.

O discípulo tem aprendido com seu Mestre e, por isso, fará as mesmas obras que Ele, e obras ainda maiores. Ele aprendeu a libertar, expulsar demônios, curar, operar milagres, realizar sinais e maravilhas.

Ele aprendeu que deve andar nos poderes da era vindoura. Se você quer andar com o Senhor como Enoque andou, fazer as mesmas obras que Jesus, ver a Deus face a face. Então, “siga-Me”, diz o Senhor.

Jesus dizia “siga-Me,” e os discípulos deixavam tudo e O seguiam. Essa palavra “siga-me” era usada pelos mestres e pelos rabinos, judeus. E as pessoas que eram chamadas para segui-los compreendiam que o mestre era muito apurado, sensível espiritualmente, ele olhava para a pessoa e via que esta possuía os códigos genéticos que lhe outorgava se tornar um discípulo. E isso representava para aquele que foi chamado para seguir um rabino, uma grande honra.

Nessa época em Israel, a obediência e a honra ao mestre eram tão genuínas, que o discípulo imediatamente o seguia, deixando tudo o que possuía. Veja bem, o Senhor falou “aquele que não deixar pai, mãe, esposa, filhos, marido, não serve para ser meu discípulo”.

Essa autoridade deve ser almejada por nós, pois o mundo precisa conhecer os discípulos de Cristo, o amor e a unidade da Sua família. Quando esteve na terra, Jesus se dedicou a ensinar os seus discípulos, Ele estava treinando aquela geração, porque sabia que estava perto de partir e precisava deixar pessoas preparadas para apascentar as suas ovelhas.

Nos tempos de hoje, temos uma grande benção, e uma enorme riqueza e abundância de ensinos com os quais podemos aprender muito sobre o reino Deus. E, muitas vezes, nos dedicamos a ler, a estudar sobre as coisas espirituais.

Temos também ainda muita liberdade para conhecer a Cristo aqui no ocidente. Temos acesso a uma imensidão de literaturas que nos possibilita o conhecimento, para crescer nos caminhos do Senhor e devemos aproveitar essa graça. No entanto, se não usarmos tudo isso para construção do templo de Deus; estaremos perdendo nosso tempo. Pois o conhecimento da letra mata e ensoberbece.

A nossa principal busca deve ser construir o templo do Senhor em nós. E a triste realidade é que pouquíssimos dos cristãos tem essa preocupação. Todavia para isso é preciso olhar para dentro de si e se conhecer, quem na realidade somos. Ver o que está formado. Como é sua mente, o coração, o que domina os seus desejos, onde estão as suas prioridades. E isso é para que tudo o que impeça que Cristo habite em nós, seja desarraigado.

Lucas 9:23-26.

Aquele que amar a sua vida, a perderá e aquele que buscar perder a sua vida, a ganhará. Sendo assim, devemos estar dispostos a morrer todos os dias, renunciar nossos próprios interesses. Pergunte-se “qual é o meu interesse?” Só teremos a vida verdadeira quando buscarmos morrer para os nossos próprios interesses.

A carnalidade, é viver de forma carnal, ou seja, para as coisas da carne. Isso nos rouba a graça de entrar na ressurreição. Por que o Senhor fala que “quando perder a sua vida, é que achará a verdadeira vida”? Porque acreditamos que a vida que vivemos aqui na terra é a vida verdadeira.

Então consideramos que a felicidade de nossas vidas estará no comer, no dormir, no trabalhar, no ganhar dinheiro, casar, construir família ou qualquer outro tipo de êxito. Por isso focamos tanto em coisas passageiras dessa terra, que esquecemos de cuidar da verdadeira vida que é a espiritual e celestial.

Um outro fator que pode nos desqualificar do nosso chamado é aquilo que Jesus disse: Aquele que se envergonhar de Mim, Eu me envergonharei dele.” Precisamos vigiar quando esse mal nos tocar.

A vergonha, tem muito poder para governar a nossa alma. A vergonha de dizer não e tomar a cruz, a vergonha do que as pessoas, amigos, parentes vão pensar. E com isso acabamos fazendo coisas por vergonha, para que não sejamos envergonhados.

Muitas vezes, quando não seguimos o padrão de uma religião, de uma família, de uma sociedade, nos sentimos constrangidos por não sermos iguais ou fazermos as mesmas coisas. No fundo isso é o medo que temos de ser diferentes, porque na verdade não sabemos em que cremos.

No entanto, se você tiver vergonha de seguir Cristo. Então, Cristo também se envergonhará de você diante do Trono do Pai. E muitas vezes, essa vergonha nos impedirá de tomar nossa cruz, pois a cruz é um lugar de vergonha e humilhação.

Porque verdadeiramente será vergonhoso! Assim como foi com Jesus Cristo, a Palavra diz que Ele expôs a Sua vergonha, a Sua nudez, por amor a nós, e obediência a vontade do Pai. E só quando chegamos nesse nível de amor poderemos ser como Ele.

Muitos de nós, por causa do medo e da necessidade de aceitação, vivemos para querer mostrar que a nossa religião deu certo, que somos corretos e estamos bem-sucedidos. E não ouvir o contrário das pessoas, pois aos olhos humanos parece às vezes que tudo deu errado em nossas vidas. E pensamos que o que estou seguindo não é o correto.

No entanto, a realidade é que todos dirão isso. Mas, mesmo assim, devemos vencer a vergonha. Porque nada deve nos impedir de continuar nossa jornada e alcançar o nosso prêmio. Teremos de passar por esse teste e ficarmos firmes, dizendo “eu vou até o fim, até que se cumpra a Sua vontade, Pai”.

O que está sendo falado aqui não é fácil de viver, porém, está escrito na bíblia. No entanto, talvez, precisamos que o Espírito da verdade abra nosso entendimento.

O Senhor quer nos enviar a fazer discípulos, contudo, primeiro temos que nos tornar discípulos. Ele nos chamou para isso, e temos a opção de dizer sim ou não. Ele não obriga ninguém, porém, você tem que receber a verdade, a qual é: ser discípulo quer dizer que eu não vivo mais, Cristo vive em mim. E morto não tem como se envergonhar.

O crucial de sentir vergonha é que isso é a manifestação do orgulho. Porque estamos andando em orgulho, um orgulhoso buscará sempre exaltar a si próprio, e o discípulo deve busca humilhar-se sempre. Pois os humildes não pensarão de si mesmo além do que eles realmente são.

Os orgulhosos pensam que já sabem tudo, um humilde sabe que não sabe nada. Por isso está sempre buscando aprender. Então ele necessitará de um mestre que esteja lhe ensinando os caminhos da sabedoria, continuamente. Isso é graça, pois o Senhor dá graça aos humildes.

Lucas 6:20-37.

Essa palavra do Senhor é para os seus discípulos, porque são bem-aventurados. Ele deixa claro que, “bem-aventurados quando os odiarem”, ele falou “quando os amarem”? Não! Então, por que buscamos sermos aceitos? Por que buscamos sermos amados? Bem-aventurados é quando estamos sendo odiados e perseguidos, e se não estamos sendo perseguidos ou odiados, é bom ver onde estamos falhando ou desalinhados da verdade.

Também somos bem-aventurados quando somos insultados por causa do nome Dele, e está escrito “regozije-se e salte de alegria, porque grande é a sua recompensa no céu”. O problema é que nós buscamos sempre a recompensa na terra, uma recompensa natural, coisas que podemos ver e tocar.

E Ele continua a falar “ame os seus inimigos”, o discípulo ama seus inimigos e perdoa aqueles que lhe fazem o mal. O discípulo perdoa, porque ama, não existe mágoa, amargura ou ressentimento no coração daquele que está buscando andar em amor.

Lucas 12:21-32.

Aqui vemos que um discípulo não deve se preocupar com nada que seja concernente a sua própria vida. Cristo ensina “busquem o Reino de Deus e todas as coisas lhes serão acrescentadas”.

O nosso esforço diário deve ser para entrar nesse Reino! Temos que guerrear, chorar, orar, jejuar e buscar diariamente para entrar no Reino de Deus. E não ficar correndo atrás das coisas desse mundo; porque nosso Pai celestial já sabe do que precisamos para viver.

Próximos versículos: Lucas 14:26-35.

Quem tem ouvidos, ouça! O que é ouvir? É avaliar e buscar entender, compreender para viver! Quando o Senhor fala “quem tem ouvidos, ouça”, Ele está querendo dizer “compreenda, entenda o que Eu estou falando”. Porque se não entendermos e não compreendermos, não viveremos.

Ele também fala “aquele que não carregar a sua cruz e não Me seguir, não pode ser Meu discípulo”. Mas também nos alerta que para começarmos uma obra, devemos calcular o preço, para termos certeza se temos dinheiro para completá-la.

Jesus Cristo nos chamou para sermos seus discípulos. Mas antes devemos analisar, se realmente teremos condições de cumprir com a vontade do Pai. Se não calcularmos o preço, seremos envergonhados, pois todos rirão daquele que lança os alicerces, mas que não é capaz de terminar a obra.

O Senhor fala “você é Meu discípulo, agora, Eu vou construir a Minha casa e vamos começar a lançar os alicerces, vamos começar a pôr os fundamentos, e se você não aguentar e querer voltar atrás por causa dos constrangimentos, do medo, e dizer vou parar por aqui; todos rirão de você”.

Então, “se você não for capaz, de terminar a construção, enviarei uma delegação contra você. Mas enquanto eles ainda estiverem longe, você pedirá um acordo de paz”. Essa passagem na bíblia, está nos alertando dos juízos e julgamentos de Deus por liberarmos palavras inconsequentes. Sem pesar o que estamos realmente falando. Isso desencadeia os juízo e os julgamentos de Deus sobre seu povo. Aí temos que pedir um acordo de paz, e como é isso? O discípulo será julgado e deve enfrentar o tribunal.

Aquele que não deixar pai e mãe e não renunciar tudo o que possui por amor a Mim não é digno de Mim. Ser digno de receber o Cordeiro de Deus em sua vida e se tornar o fluir da vida e do poder de Deus nessa terra é a maior recompensa dos discípulos.

igrejagloriosa • 16 de fevereiro de 2017


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