ENSINO SOBRE AS QUATRO COLUNAS DE BAAL


ENTENDENDO COMO OPERA BAAL
PARTE 3


AS QUATRO COLUNAS DE BAAL
• 1ª- IDOLATRIA AO EU
• 2ª- DAR IMPORTÂNCIA À PRÓPRIA VIDA
• 3ª- O CONTROLE DA VIDA
• 4ª- A FORMA DE VIVER PELA RAZÃO HUMANA
ARQUITETURA DAS COLUNAS DE BAAL
• MATERIAIS QUE CONSTROEM AS COLUNAS
• DESTRUINDO AS COLUNAS


AS QUATRO COLUNAS DE BAAL

Neste estudo, conheceremos as quatro colunas da rainha dos céus e como elas atuam em nossas vidas. São elas: Idolatria ao eu; O dar importância à própria vida; O controle da vida; A forma de viver pela razão humana.

Para compreendermos a operação dessas quatro colunas, precisamos relembrar – como já foi falado no estudo anterior – que a esposa de baal é a rainha dos céus (Astarote, Asera – várias personificações). E sabemos que, de acordo com a Palavra de Deus, é a que mulher edifica uma casa e, da mesma maneira, a rainha dos céus é a edificadora da casa de Baal.

Por isso, o Senhor mostrou que essas 4 colunas são edificadas pela rainha dos céus e são os pilares que sustentam a casa para baal habitar. Pois sabemos que é a coluna que sustenta um edifício, por isso, a rainha dos céus está edificando a casa para baal habitar em seu templo, em seu prédio. Baal é a personificação do próprio satanás e seu governo, e essas quatro colunas dão sustentação a essa estrutura do príncipe do mundo.

A seguir, conheceremos cada uma dessas quatro colunas detalhadamente:

  1. IDOLATRIA AO EU

É a idolatria a tudo se refere ao que “EU SOU”, a tudo que diz respeito a mim: o que EU possuo, “eu sou inteligente”, “eu sou rico”, “eu sou bonito”, “eu sou bom naquilo, nisso”, “eu sei”, “eu sou melhor que você”, etc. É uma idolatria a tudo que EU SOU. Podemos idolatrar algo que sabemos, uma visão, algo que fizemos, etc.

A pior idolatria ao EU é a religiosidade, pois estaremos fundamentados em doutrinas e é muito difícil de se mudar essa doutrina. Uma pessoa que tem idolatria ao EU não está aberta ao novo, a aprender e conhecer algo novo, pois idolatra aquilo que sabe, pois é algo em que está fundamentado e agarrado, é uma segurança. E se abrir para algo novo é um perigo, ela não se arrisca.

Uma coluna é algo muito forte, inabalável, e é necessário marretas para destruí-la, por isso, é necessário passarmos muito tempo nos arrependendo diante do Senhor para sermos purificados de iniquidade, pois é algo que precisa ser completamente destruído.

Ainda no ventre materno, a rainha dos céus começa a colocar o alicerce das colunas através dos sentimentos e das palavras dos pais para que ao chegar na fase adulta nos tornemos adoradores de baal.

  1. DAR IMPORTÂNCIA À PRÓPRIA VIDA

Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram; diante da morte, não amaram a própria vida.
Apocalipse 12:11

Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna.
João 12:25

Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa?
Mateus 6:25

Foi por causa dessa preocupação, que o jovem rico não pôde entrar no Reino, pois dava muita importância ao que tinha nessa vida. Ou seja, a coluna da importância à própria vida estava edificada nele. E se o Senhor nos pedir, nós temos que estar dispostos a dar tudo o que temos e segui-Lo. Quando o Senhor nos chama, é para entrar no Seu Reino, seguindo-O. Ou seja, Ele está dizendo “Venha fazer o que Eu faço e ser como Eu sou”. Foi isso que aconteceu quando o Senhor Jesus chamou Pedro e tantos outros, eles imediatamente largaram TUDO o que estavam fazendo e o que tinham para seguirem o Senhor.

Este é o evangelho da glória de Deus que Jesus veio pregar, e é este evangelho que somos chamados a anunciar às pessoas, não mais um evangelho apenas de palavras, mas o evangelho no qual a Própria Palavra, o próprio Cristo, chama as pessoas, não apenas para a salvação, mas para entrarem no Seu Reino de Glória! E é por isso que precisamos morrer para as nossas próprias vidas.

  1. O CONTROLE DA VIDA

Quando éramos crianças e queríamos algo, fazíamos birra até conseguir. Da mesma forma, quando alguém falava para fazermos algo dizíamos “não”, e isso já é a rainha dos céus construindo sua coluna em nós, construindo a sua natureza na criança, para que seja a habitação de satanás.

E assim, a criança começa a idolatrar o seu EU. Ela faz birra para conseguir o que quer, e como todos acham as crianças fofas, acabam idolatrando-a e esquecendo de discipliná-la. Ao fazer isso, não cortamos as estruturas da rainha dos céus que edificam essas colunas, e desta forma, quando chega a idade adulta, essa pessoa se torna um adorador de Baal. Mais a frente entenderemos como isso acontece. É fundamental compreendermos essa estrutura, pois nenhum de nós escapa!

O principado da rainha dos céus age de forma sutil, e demora muito tempo para destruir e desarraigar as estruturas que ela edifica, pois desde o ventre ela está trabalhando nisso. É uma esposa que está trabalhando para edificar a casa de idolatria a baal, seu esposo, e assim, trabalha para o governo de satanás e forma todo o pilar que sustentará seu governo em nossas vidas. Pois ao fazer isso, nunca casaremos com Cristo, da mesma forma que nunca nos tornaremos o prédio e a habitação do Deus Vivo. Pois se a rainha dos céus estiver edificando a morada de baal, nunca seremos a morada de Deus.

O Espírito Santo já está edificando esta morada do Deus Vivo em nós, mas para isso, é necessário destruir completamente as construções da rainha dos céus que estão sendo edificadas de geração após geração. É por isso, que muitas vezes dói, é difícil, e, sem o discernimento que vem do Espírito de Deus, muitos de nós não conseguem nem mesmo reconhecer essas estruturas em si.

A verdade é que nós não fazemos bem quando idolatramos alguém, ao contrário, nós fazemos muito mal! Por exemplo, uma criança quando nasce é transformada em um ídolo, ela aprende que todos a idolatram e fazem o que ela quer. Outra coisa que ela aprende é que ela precisa dar importância à sua própria vida (coluna que já estudamos anteriormente), aprende que tem que estudar, ser a melhor para poder ser alguém, para poder ganhar dinheiro, etc. Então, quando os filhos nascem, os pais começam com a aflição daquilo que os filhos serão, quanto eles vão ganhar, etc, e vão incutindo isso na vida dos seus descendentes, fazendo com que eles vivam cuidando das suas próprias vidas, só dando importância à sua vida.

Temos que morrer para a importância a nossa própria vida, e isso é duro, pois depois dessas colunas já edificadas, é necessários quebrá-las e isso simboliza morte, e dói morrer para o nosso eu.

Sendo assim, no subconsciente de uma criança está gravado “eu sou um ídolo, e se eu sou um ídolo, eu tenho o direito de exigir o que eu quero, porque vocês me idolatram, vocês não me disciplinam”, ela aprende desde pequena a controlar as pessoas, e quando ela quer alguma coisa, faz de tudo para conseguir, pois ela entende que “eu sou muito importante, e não posso ficar sem o que eu quero!”

Como consequência disso, a criança se torna uma controladora, começa a controlar os pais, o professor, os amigos, pois quer que todos se prostrem diante dela, e então, se alguém fala algo que não a agrada, esta pessoa já é descartada, pois ela não serve mais para ser seu amigo, fica ressentido porque não concorda, e isso é idolatria ao eu.

Poucos são os que ensinam seu filho, ainda pequeno, a amar ao próximo, a dar o que tem ao outro, a não se preocupar com o seu amanhã, etc. O pai tem que passar tempo ensinando seu filho a Palavra de Deus, do amor a Cristo e ao próximo, da honra, pois se os princípios do Senhor estiverem fundamentados, a casa Dele será levantada e o próprio Deus mesmo cuidará do futuro dessa pessoa, aquilo que Ele quer que ela seja. Mas ensinamos às pessoas a estarem muito preocupadas e dando importância a sua própria vida, e no fim, elas acreditam que têm o controle sobre a sua vida.

Controlamos o que vamos fazer do acordar ao deitar, controlamos as nossas finanças, controlamos o que queremos. Muitas vezes, controlamos até as promessas de Deus, controlamos as pessoas, fazemos tudo para que as coisas sejam da forma como queremos, e o pior de tudo, controlamos o Espírito de Deus em nosso meio. Passamos a controlar por causa do medo! O medo é a pior arma da rainha dos céus. O controle e a manipulação tem que acabar em nossas vidas, pois fazemos isso por causa do medo, por causa da falta de confiança no Senhor, pois foi estruturado em nós o controlar a nossa própria vida!

  1. A FORMA DE VIVER PELA RAZÃO HUMANA

Assim, crescemos e vamos para o colégio. Onde Grécia governa, a maior estrutura da rainha dos céus, pois Grécia é o templo dela. E é desta forma que ela consegue concretizar os planos de satanás dizendo “Viva pelo seu raciocínio!”. Nos ensina que em tudo temos que ter uma razão, e se não houver, não aceitamos.

Se uma pessoa é curada sobrenaturalmente, por exemplo, não cremos, pois aprendemos que é necessário ir ao médico e tomar remédio. Não entendemos o que é o sobrenatural! É desta forma que se estrutura a religiosidade, por meio da qual Grécia constrói uma coluna onde o sobrenatural, aquilo que procede de Deus, não é compreensível, mas mesmo assim Grécia exige uma explicação e uma lógica para aquilo. Porém as coisas sobrenaturais de Deus, o homem não pode explicar e ter uma lógica. Por isso, a razão humana, que é o humanismo, é o inimigo número um do sobrenatural do Reino de Deus.

Diante de tudo isso, vemos que o papel da rainha dos céus é uma cópia daquilo que o Espírito Santo está fazendo em nós, que é edificar as colunas do edifício do Deus Vivo! Leva-se tempo, não é da noite para o dia. Tem pessoas que são rápidas, outras são mais vagarosas neste processo de edificação, cada uma de acordo com o seu chamado e propósito. Somos um corpo, todos diferentes, porém, todos gloriosos e extraordinários, e cada um dará crescimento e fruto de acordo com o tempo de Deus. Pois uns plantam, outros regam, mas os frutos são de Deus, o crescimento vem Dele, pois o Espírito Santo está edificando.

ARQUITETURA DAS COLUNAS DE BAAL

Coluna: elemento de arquitetura destinado a receber as
cargas verticais de uma alma, transmitindo-as à fundação que o sustenta.

Na coluna vertebral, a qual sustenta o corpo, a rainha dos céus edifica as colunas de baal em cada código genético, manifestando as naturezas dela. O sustento fala de vida, e nós somos produto dos nossos códigos genéticos, neles que a rainha dos céus trabalha de forma minuciosa. Temos que analisar o que tem sustentado as nossas vidas! É a rejeição? A idolatria? A vergonha? A rebelião? O medo? Precisamos pedir ao Espírito Santo que mostre isso em nós e nos nossos antepassados para que destruamos como guerreiros essas alianças.

2 Reis 3:2 – aqui mostra, biblicamente, que baal tem coluna.

1 Reis 14:15;23 – em algumas versões leremos colunas, e em outras, postes ídolos. Baal é uma personificação de satanás recebendo adoração, e como vimos, muitos pensam que estão adorando a Deus, mas se não se purificarem, estarão adorando a baal, e por isso, o Senhor vem com a Sua ira. Pois é necessária a purificação das colunas e códigos (ambos são a mesma coisa) da rainha dos céus, pois senão, quem receberá a adoração será satanás, por meio de baal.

Quando nas Escrituras estiver escrito postes ídolos e colunas sagradas, está se referindo às estruturas que levantadas em adoração à rainha dos céus, pois é um instrumento que conecta céus e terra, como se fosse um imã, que atrai aquilo que está no segundo céus, os poderes dos principados malignos na terra. São como fluidos que correm, e onde isso for estabelecido, é feito uma aliança. Ou seja, essas quatro colunas são alianças, pois estão conectadas AO SEGUNDO CÉU.

No Reino de Deus, vemos isso no arco-íris, por meio do qual Deus está afirmando a Sua aliança com o homem, e onde Céus e terra estão conectados, declarando que não haverá mais destruição na terra. E quando o Senhor olha para esse arco-íris, se lembra da Sua aliança. E da mesma forma, quando existe um poste ídolo sagrado, isso quer dizer o que homem levantou uma aliança com a rainha dos céus, e satanás está sendo adorado por meio dela. Agora, vamos entender melhor como é estabelecida essa aliança e as consequências que elas acarretam.

Uma das consequências é que torna a natureza e personalidade do ser humano uma das coisas mais difíceis de serem transformadas. E a razão disso é porque quando é estabelecida uma aliança com o segundo céus, por meio de uma adoração a rainha dos céus (e o homem faz isso constantemente), tudo aquilo que faz parte da natureza das trevas é magnetizado para as nossas vidas e para a terra, e vai se manifestando.

Por exemplo, quando se tem um filho e se faz dele um ídolo, é levantada uma coluna de adoração a baal, pois foi levantando um poste ídolo (o filho), o qual se tornou um canal magnético das trevas e principados do segundo céu. E é por isso, que a genética e os códigos vão sendo corrompidos, e corrompem a natureza do homem ao atrair as trevas, por causa da idolatria. E como a própria Palavra de Deus diz, que nos tornaremos aquilo que adoramos.

Vamos ler mais alguns versículos.

1 Reis 16:32
Deuteronômio 16:21,22
Levítico 26:1 – esculpir esses ídolos é uma rebelião. Sempre que há rebelião há maldição.
Gênesis 28:18;22 – Jacó fez uma aliança com Deus. Essas pedras que são colocadas em forma de coluna, são um simbolismo de cada vértebra que temos na nossa coluna. Coluna é algo essencialmente espiritual, por isso, que nós somos levantados como colunas no Reino de Deus.
Gênesis 31:45 – esse acontecimento nos mostra biblicamente, que no mundo espiritual quando uma coluna é edificada, é feito uma aliança. Sendo assim, se a rainha dos céus edificou em nós suas colunas de adoração a baal, que sustentam a adoração a satanás, teremos uma aliança com ele.
Êxodo 24:3 – as doze colunas que Moisés levantou representavam as alianças que as doze tribos tinham com o Senhor.
2 Reis 17:16 – era necessário o ídolo (bezerro) e a coluna (poste ídolo de Asera), pois esse último representa a aliança. Por exemplo, se alguém idolatra o carro, e então, percebe que isso é idolatria e resolve se livrar do carro, mas, no entanto, não busca remover a coluna da idolatria de dentro de si, não adianta.

Baal é simbolizado pelo touro, que fala de força, violência, valentia, ou seja, é o símbolo da rebelião. A natureza de baal em uma pessoa é a rebeldia, a violência e o ódio. E como já estudamos, as doenças mentais, a esquizofrenia, o oscilar de um lado para o outro, são consequências de se adorar baal.

MATERIAIS QUE CONSTROEM AS COLUNAS

Essas colunas são construídas dentro de nós, em nosso espírito, alma e corpo. E precisamos remover os materiais dessa construção, que são: incredulidade, medo, rebelião, orgulho e rejeição. Mas, os principais são a REBELIÃO e a REJEIÇÃO, que são as duas colunas que a rainha dos céus tentará edificar em nós desde a infância, e até mesmo no ventre. A seguir, vamos compreender como esses materiais edificam essas colunas.

Números 20:6 – devemos compreender nessa passagem o que foi que impediu Moisés de entrar na Terra Prometida, pois não foi algo pequeno. Ainda mais, porque não estamos falando de qualquer pessoa, mas sim de Moisés, um homem que via Deus face a face, uma personificação do próprio Cristo, o qual realizou e viveu coisas que nenhum outro profeta viveu. Mas, então, por que ele não entrou na Terra Prometida? Porque ele se irou e foi rebelde contra Deus.

Vamos entender melhor isso! Quando Moisés foi diante do povo, depois do Senhor ter dado a ordem a ele, Moisés falou ao povo cheio de iraorgulho e rebelião, e então, pegou a vara e não fez o que o Senhor o ordenara, sendo rebelde. No entanto, aqui, vemos algo que sempre deve nos deixar cautelosos, pois ainda que Moisés tenha sido rebelde a Deus, o milagre aconteceu. Ou seja, a mensagem aqui é: nem sempre quando fazemos algo e o milagre acontece quer dizer que estamos aprovados diante do Senhor, pois Ele é sempre fiel e cumpre a Sua Palavra.

O ministério de Moisés tipificava Cristo, então, quando o Deus falou a primeira vez para Moisés bater na rocha para que a água saísse, isso simbolizava o ministério da Lei, onde tudo era vara, pecou morreu, isso foi antes de Cristo. Mas depois de Cristo, é graça, agora é o poder da Palavra, pois Cristo é a Palavra Viva que foi dada aos homens, e Moisés tinha que liberar Cristo sobre o povo. Mas ele foi rebelde ao bater duas vezes na rocha, demonstrado que a Lei ainda prevalecia.

Ainda no versículo 12, vemos que Moisés não entrou na Terra Prometida, pois não honrou ao Senhor. E, talvez, podemos pensar que Moisés era um homem que agradava a Deus, no entanto, é necessário compreender que quanto maior a autoridade, maior será a disciplina do Senhor com o pecado cometido. Por isso, quanto mais conhecemos a Deus, mais santidade é requerida de nós.

Moisés era um referencial para o povo, por isso, ele tinha que honrar o Senhor obedecendo-O, pois aquele ato profético era outro, diferente do anterior. Deus é Deus e sabe o que faz, cabe a nós obedecermos e não sermos rebeldes. Moisés não confiou em Deus, não confiou que o poder da Palavra funcionaria. E toda vez que nós não confiamos em Cristo, Jezabel virá nos matar.

Moisés, como o maior profeta de Deus já existente, tinha que liberar sobre o povo que, agora, Cristo era a confiança dos homens, pois a Terra Prometida é Cristo, o qual é o próprio Reino de Deus.

E por causa do nível de autoridade de Moisés, Deus não poderia deixar esse pecado impune, pois, Moisés agiu com o controle da vida, agiu da mesma forma que da primeira vez, pois a sua confiança estava no velho, e isso é religiosidade. A religião nos mata, por isso, devemos viver pelo poder da Palavra, ouvindo a Palavra e fazendo exatamente aquilo que o Senhor nos falou, porque se não fizermos isso, é rebelião. E dependendo do nosso nível no Reino, perdemos toda a autoridade e ministério.

Como estudamos, foi a rebelião que se manifestou em Moisés – o que veio por meio de um ataque da rainha dos céus, a qual agia no povo. Isso porque, depois de 40 anos no deserto com o povo, Moisés foi contaminado com a idolatria e com rebelião daquele povo. Sendo assim, a rebelião é essencialmente incredulidade, pois não crê que aquilo que Deus falou acontecerá. E foi por isso que Moisés não pôde entrar na Terra Prometida! Pois o que é um rebelde aos olhos do Senhor? Um feiticeiro! Desta forma, Moisés já havia se contaminado com a feitiçaria do povo, ou seja, para que se estabelecesse na vida dele a adoração a baal, era apenas um passo, pois já estava edificada a coluna. E por isso, que o Senhor teve que levá-lo.

1 Reis 18:18;46 – quando Elias disse “eu sou o único que restou”, ele estava cheio de orgulho religioso, a babilônia ainda estava dentro de Elias. No versículo 40, Elias exterminou os profetas de baal.

1 Reis 19:1;3 – no versículo 3 vemos que Elias tinha em si as colunas da rainha dos céus, pois dava importância a sua própria vida. Ou seja, o mesmo profeta que matou 450 sacerdotes de baal, foi o mesmo que teve medo de uma mulher e fugiu. E por que isso aconteceu? Porque ele não matou os 450 profetas de Asera, ele não destruiu os altares da rainha dos céus, pois não podemos destruir aquilo que ainda temos dentro de nós! Ele ainda tinha religiosidade, orgulho, medo e incredulidade dentro dele, não tinha procurado se purificar e andar em amor.

Por isso, ele não tinha nenhuma autoridade para destruir os postes-ídolos sagrados da rainha dos céus, os quais eram as alianças. E foi neste momento em que o ministério de Elias acabou. Ou seja, isso comprova que não adianta destruir o objeto de idolatria, se não for destruída a idolatria dentro de nós. Não podemos destruir aquilo que ainda temos comunhão e comemos na mesma mesa, pois não teremos autoridade para isso. Por exemplo, não podemos libertar uma pessoa usuária de drogas se ainda temos problema com vícios. No versículo 3, 4 e 5 vemos que Elias não amava a Deus acima de todas as coisas, mas que ainda amava a sua própria vida e que não confiava em Deus.

Lucas 7:18;23 – João Batista, o homem que enfrentou um rei em seu pecado e anunciou a vinda do Cristo, foi o mesmo homem que se sentiu intimidado quando estava na prisão. Isso porque, diante das circunstâncias naturais que estava passando, ele começou a questionar se realmente aquilo que estava vivendo era a verdade. E isso, acontece com todos, quando passamos por provações e situações que, para nós, parecem contrárias àquilo que deveríamos estar vivendo. No entanto, isso é incredulidade! João ficou com medo de morrer, e duvidou. Porém, Jesus fez a mesma coisa que faz até hoje, faz um sinal, um milagre em nossas vidas, quando estamos duvidando demais, para nos ajudar na nossa fraqueza de fé. Ele faz isso para mostrar o Seu amor e Seu poder.

Diferentemente de Moisés, o qual manifestou rebelião, Elias e João Batista manifestaram a rejeição, a qual é a arma de morte e destruição de Jezabel, que atacou os dois com a morte. Diferente da REBELIÃO, na qual o rebelde diz “eu apenas faço o que eu quero, o que eu gosto, como eu quero”, a REJEIÇÃO também age com a incredulidade no rejeitado, não confiando em Deus. O rejeitado se intimida e é dominado pelo medo.

Isso porque, uma pessoa com rejeição vive continuamente levantando muros de proteção e defesas. É uma pessoa cheia de vitimização e autopiedade, e tudo isso faz com que o rejeitado se torne um manipulador. Dessa forma, por agir com manipulação para levar as pessoas a fazerem o que ele quer, faz com que a rejeição também seja feitiçaria. Então, se por um lado o rebelde faz o que quer, sem querer se submeter e obedecer a ninguém, por outro lado, o rejeitado quer levar as pessoas, inclusive o próprio Deus, a fazerem o que ele quer, pois ele é o “coitadinho e sofredor”.

Nesse ponto, nos questionamos: “se João Batista, Moisés e Elias, que são os maiores referenciais para a Igreja hoje, tinham essas estruturas da rainha dos céus em si, será que há esperança para nós?” Sim!!! Pois Cristo diz “aqueles que são nascidos do Espírito são maiores que João Batista”. Cristo é o que foi fiel até o fim e venceu a rainha dos céus, e Ele fala até hoje “Eu venci o mundo, Eu venci as alianças da rainha dos céus através da Cruz do Calvário!” Foi o ÚNICO que venceu a religiosidade. Pois, a ÚNICA forma de se vencer a religiosidade, é morrendo para si! Essas alianças e colunas foram destruídas e vencidas na vida de Jesus, pois Ele passou 30 anos destruindo-as.

DESTRUINDO AS COLUNAS

A mãe e os irmãos de Jesus foram vê-lo, mas não conseguiam aproximar-se dele, por causa da multidão. Alguém lhe disse: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te”. Ele lhe respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam”.
Lucas 8:19-21

Por que Jesus falou dessa forma? Porque Jesus sabia que Maria, sua mãe, ainda não estava liberta, que tinha a mesma herança de Moisés e todos os outros, e que estava sendo usada pela rainha dos céus para controlá-Lo. No entanto, Ele estava dizendo “rainha dos céus, você não Me controla, você não vai me dominar!” Isso porque, se deixarmos, nosso pai e nossa mãe serão como pedra de tropeço em nossas vidas para nos impedir de cumprimos a vontade do Pai.

Muitas vezes lemos essa passagem e pensamos que Jesus estava sendo duro com sua mãe, mas isso não é verdade! Ele a amava muito, mas Cristo se movia unicamente pelo mundo espiritual, e discerniu que quem estava falando não era ela, mas sim o espírito da rainha dos céus nela, dizendo “Tu é MEU filho!”, e Ele precisava cortar os postes-ídolos sagrados com a rainha dos céus. A qual é um símbolo feminino e de fertilidade, e naquela hora Ele cortou as alianças que tinha com a rainha dos céus, pois Ele mesmo disse “se não deixar pai, mãe, irmãos por amor a Mim, não é digno de Mim!”

Diante de tudo isso, fica evidente que expulsar satanás de nossas vidas, nada adiantará se ainda houverem alianças da rainha dos céus em nós. As quais são a sua natureza edificada no nosso ser, ou seja, é o quanto somos incrédulos, rebeldes, orgulhos, medrosos, covardes, religiosos, rejeitados.

Todos esses grandiosos profetas que vimos, tiveram medo de morrer, mas Cristo foi o único que se entregou para morrer, pois foi obediente ao Pai. No momento da Cruz, eram as colunas da rainha dos céus e todas as suas estruturas e naturezas que Ele estava vencendo, pois o diabo, só foi vencido por Cristo, quando este desceu ao inferno e tomou a chave de mão dele.

A seguir vamos ler um trecho retirado do livro O Caminho, do autor Rick Joyner:

 “Se o medo da morte começar a nos controlar, nós não conseguiremos. Há uma outra maneira na qual isso poderá nos ajudar. Considerar que cada dia pode ser o último traz foco para a vida, de maneira a se viver cada dia muito mais plenamente do que jamais se viveu antes. Isso nos permite aproveitar cada dia ao máximo, que é um dos propósitos do caminho ermo. Quando somos ameaçados pela morte, começamos a viver como nunca vivemos antes.”

“Se caminharmos com medo, estaremos quase que certamente fadados a cair. Precisaremos ter mais fé e mais da paz de Deus em nossos corações, para enfrentar as batalhas que encontraremos pela frente. O medo nos levará a fazer escolhas erradas. Se já estivermos mortos para este mundo, o que o mundo poderá nos fazer? Um homem morto não tem nada a temer. Se verdadeiramente morremos com Cristo, com Ele ressuscitaremos, portanto, nada devemos temer, nem mesmo a morte. Devemos viver por fé e devemos ser guiados pela fé e não pelo medo, a fim de permanecermos no caminho certo.”

“Eu não queria morrer, mas quando morri para a minha própria vida, então, comecei a verdadeiramente viver. Quando tirei o foco de mim mesmo e das minhas necessidades, e o coloquei naquilo que deveria estar aprendendo, comecei a apreciar cada dia como o presente que ele deve ser. Renda-se à morte agora, e lhe será muito mais fácil. As pessoas que vivem dessa maneira, são as mais livres de todas. Aquele que está morto não precisa de nada. Como disse, certa vez, um grande santo, ‘Aquele que de coisa nenhuma tem necessidade, por coisa alguma pode ser aprisionado’.”

“Os que morrem diariamente, são os que mais vivos estão. A água viva lhes é mais doce e mais poderosa. A morte é o caminho para a verdadeira vida, e morrer para si mesmo é a maneira pela qual permaneceremos no caminho da vida. Há uma outra e mais importante razão pela qual devemos nos considerar como mortos: esse é o mandamento do Senhor para Seus discípulos. Quando ele disse: ‘Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder por amor de mim, achá-la-á’, Ele nos estava dando uma das maiores chaves para a verdadeira vida. Nós entregamos a vida por Ele, porque Ele merece essa devoção.
Ele merece um povo que é obediente em todas as coisas e isso é fundamental para ser Seu discípulo.” 

Então, vemos que Jesus Cristo venceu a rainha dos céus na cruz do calvário, pois ELE CREU QUE O PAI O RESSUSCITARIA DE DENTRE OS MORTOS. Nenhum incrédulo entrará no Reino de Deus, está escrito em Apocalipse. Precisamos diariamente nos analisar e ver se estamos andando em fé e obedecendo ao Pai até a morte. Ou se estamos dando mais importância a nossa própria vida do que ao Reino de Deus, pois só a morte nos livrará da religiosidade e de cairmos nos mesmos erros que os três grandes profetas que vimos anteriormente. Por isso, que Cristo foi o único perfeito, Ele é a nossa única esperança e fora Dele não há vida. Só Ele venceu a rainha dos céus, e assim como Ele disse “todo aquele que crê em Mim, fará todas as obras que Eu fiz e obras maiores”. O EM mim significa de dentro de Mim, estando EM Mim, e isso é o esconderijo secreto.

Conclusão, por meio dessas colunas, a rainha dos céus nos faz adorar a Baal, mesmo que isso não seja de uma forma literal, consciente ou intencional. Pois se temos essas colunas, consequentemente adoraremos a Baal, de uma forma ou de outra, como já vimos. E essas colunas vão nos tornando rígidos e religiosos, pessoas que não são mansas e maleáveis nas mãos de Deus, e por isso, não servem para o Senhor.

Sendo assim, precisamos morrer a cada dia para que Jezabel não nos mate da mesma forma que fez com Elias. Precisamos tomar a nossa cruz e segui-Lo, pois só assim seremos Seus discípulos – aquele que faz o que Seu Mestre faz –, precisamos purgar completamente a incredulidade de nós. Se vence a incredulidade com confiança; o medo, com o poder do amor e da confiança; a rebelião, com a submissão e humildade; e a decisão de morrer para o EU é a arma mortal para destruir essas colunas!

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igrejagloriosa • 17 de janeiro de 2017


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