ENSINO SOBRE BAAL – Parte I


ENTENDENDO COMO OPERA BAAL
PARTE 1


 CULTO A BAAL
AS MANIFESTAÇÕES DE BAAL
• BAAL COMO SENHOR
• BAAL COMO PAI
• BAAL COMO MARIDO


CULTO A BAAL 

O nome baal significa senhor, marido, proprietário; e são nessas mesmas manifestações que ele se apossa literalmente das pessoas, de sua descendência e de tudo que lhes pertence. Ele não abre mão disso, e luta judicialmente no Trono de Deus para continuar tendo posse sobre essas pessoas que o serviram. E, da mesma forma, Astarote (personificação da rainha dos céus), a esposa de Baal, mata todos os que se opõe a ele, agindo como uma justiceira a seu favor.

Baal atua de várias maneiras, como veremos ao longo desse profundo estudo, e uma das coisas que ele influencia é o clima, isso porque, nos cultos em que ele é adorado, é considerado senhor das chuvas, das tempestades, da fertilidade, da terra. E foi por isso, que quando o profeta Elias se levantou em nome do Senhor e decretou que não haveria chuva se não fosse pela sua palavra isso foi um confronto muito grande contra esse principado.

A relação entre Baal e Astarote acontece nesse culto por meio fertilidade da terra, por meio de relações sexuais, orgias, perversão. É também pelo fato de baal estar vinculado à fertilidade, que isso influencia as finanças. E quando, em algum momento de nossas vidas, nos voltamos ao Senhor, e vamos renunciando e nos purificando de tudo aquilo que nos vincula a baal, ele, em vingança, nos tira todas as coisas para nos forçar a voltarmos às velhas práticas e termos novamente o nosso sustento proveniente da idolatria, pois esse alimento será fornecido por baal.

Essa é uma estratégia de guerra chamada cerco, onde se corta o mantimento, a água e lugar daquele que está sob o ataque, e o resultado é que ou a pessoa morre ou faz um tratado de paz. Mas para aqueles que amam e buscam o Senhor, é nessa hora que dão glórias a Ele, pois certamente Ele agirá, pois não há, em hipótese alguma, a possibilidade de fazer tratado de paz com as trevas, ou seja, se aliançar com satanás.

No culto a baal, também há muito derramamento de sangue, é nessa etapa em que age Moloque. Podemos pensar que nós nunca matamos ninguém, mas nossos antepassados mataram! E nós também matamos, com as nossas palavras e quando odiamos o nosso próximo. No culto a baal, havia sacrifícios de primogênitos, bebês, pessoas adultas, virgens, além de haver muito derramamento de sangue por meio da imoralidade sexual.

Por isso que a rainha dos céus recebe tanta adoração, porque uma das formas dela ser cultuada é através do sexo, e essa foi uma das coisas que atraiu Salomão. Havia muita promiscuidade, e assim, Salomão construiu um templo para ela por causa de uma de suas esposas. E com tudo isso, na época dos romanos, a adoração à rainha dos céus era uma justificativa para toda imoralidade que acontecia, pois eles precisavam de uma deusa que apoiasse os atos sexuais ilícitos (homossexualismo, prostituição, orgia, fornicação, etc.) para agradar o ser humano.

E juntamente com a rainha dos céus e baal, age mamón, pois outra área que baal influencia é a financeira, por meio da manipulação e do controle sobre as pessoas. Age, também, na área política, como foi o caso de Jezabel e Acabe, tanto que os sacerdotes de Baal e Asera eram pagos pela Casa Real. Dinheiro também é poder. Sendo assim, essas três coisas promovem a egolatria: dinheiro, poder e sexo; esses três pilares são usados para levantar o ego do ser humano.

Vamos estudar o livro de Habacuque. Neste livro, fala sobre os pecados cometidos contra a terra, a cidade e seus moradores, e as consequências disso. Habacuque 2:

Versículos 6 a 8: roubo.
Versículo 12: assassinato.
Versículo 17: aborto e sangue derramado.

Quando rejeitamos os filhos em qualquer situação, ou ficamos com raiva deles, estamos de novo sacrificando a baal (moloque).

A violência acontece das seguintes formas: palavras contra a terra, cidade, pessoas do lugar, clima, cultura. Palavras de ódio, maldizer, reclamar, falar mal, não querer morar ou estar no lugar. Praticar bebedeiras, orgias, imoralidade, roubo, furto, assassinato de toda ordem (ações, sentimentos, palavras) contra a terra, cidade, pessoas – moradores, tudo isso é praticar violência e ferir a terra.

As consequências:

  1. 8: serás roubado e despojado.
    V. 13: miséria e pobreza, não prospera. O trabalho é consumido como que pelo fogo, é em vão. Não adquire nada.
    V. 17: destruição, morte e quebrantamento, violência. Aves de rapina do Líbano e as feras.
    – Orgulho: v.4 alma torcida, não é reta. O justo viverá pela fé.
    – Soberba: v.5 é comparada com o bêbado que é desleal, traiçoeiro e ébrio. A soberba embriaga.
    – Roubo: v. 6, 7 e 9 multiplica o que não é seu, bens mal adquiridos – furto/roubo. Cobiça, adquire bens injustos para enriquecer e fugir do mal; v. 7 amontoar espesso lodo sobre si.
    Consequências: será roubado de tudo, atacado e terás seus inimigos despertados contra ti (v.7) e removido de seu lugar.
    – Deixar o Senhor e se aconselhar com os ímpios: v. 10 e 11 assola pessoas – peca contra si próprio. Sua casa testemunha contra ti.
    – Bebedeira e imoralidade: v. 15 e 16 – cheios de desonra (retirar as vestes da desonra, lançando para fora, vomitado, da presença do Senhor), juízo (o cálice da mão direita do Senhor).
    – Idolatria: v. 18 e 20 – ensinam mentira, falsa confiança e segurança, prostituição. Só o Senhor é soberano.

Muitos de nós acreditamos que já estamos libertos da idolatria, mas a realidade é que até hoje baal e a rainha dos céus são cultuados em nossas vidas.

AS MANIFESTAÇÕES DE BAAL

Nesse estudo, falaremos de Baal-Peor, Baal-Berite e Baal-Zebube, as quais são manifestações diferentes de satanás. No entanto, o nosso foco não é Baal, pois, essencialmente, o nosso combate é contra as colunas da rainha dos céus, porque apenas destruindo essas quatro colunas, é que deixaremos de adorar Baal.

A seguir, estudaremos o Livro de Jeremias para compreender como Baal opera em nossas vidas. E veremos que são de três maneiras distintas, nas quais ele usurpa o papel de Deus.

Jeremias 3:19-25 – hoje, sabemos que nós somos Israel (celestial), e o que Deus promete nesses versículos é o Reino de Deus, pois aquilo que Ele tem para nos dar é glorioso demais. No entanto, Ele diz “pensei que vocês me chamariam de Pai (v. 19)”, pois a herança é apenas para os filhos, e estes são aqueles que seguem o Pai. Então, aquele que não estiver seguindo a Cristo, não O tem como pai, e por isso, baal assume a paternidade sobre sua vida.

Em seguida, Ele fala da segunda manifestação, a de marido quando fala à esposa, dizendo que esta O traiu com baal. E a terceira, é quando Ele fala que o povo de Israel fez de baal o seu senhor. No versículo 22, vemos que é a rebelião que nos leva a adorar o nosso próprio eu, e consequentemente, a baal: “Voltem, filhos rebeldes! Eu os curarei da sua rebeldia!”

Também vemos outra exortação no versículo 23, “De fato, a agitação idólatra nas colinas e o murmúrio nos montes é um engano”, o murmúrio é a repetição de palavras, o reclamar para Deus. Muitas orações são feitas como reclamação a Ele, “Olha, Deus, Tu não está vendo isso?!” Porém, o Senhor nos ensina em Mateus 6:7 que “quando orarem, não usem de vã repetição.” A oração não é centrada em nós, mas sim Nele, e se oramos centrados em nós mesmo, isso não é nada mais a não ser idolatria!

Já no versículo 24, vemos que quando a rainha dos céus edifica essas colunas em nós, nos tornamos adoradores de Baal, e a primeira coisa que acontece em nossas vidas é sermos cobertos com um manto de vergonha: “Desde a nossa juventude, Baal, o deus da vergonha”. Desta forma, se há idolatria em nossas vidas, se estas colunas estão edificadas em nós, seremos envergonhados. E é por isso que em Isaías 61, o Senhor diz que no lugar de toda vergonha, nos dará dupla honra. E é primordial sabermos que não importa como estão as nossas vidas, se somos bem sucedidos, etc., pois se somos adoradores de baal, em algum momento seremos abatidos por essa vergonha e seremos envergonhados. Essa vergonha está no lugar da glória de Deus que deveria resplandecer de nós, jamais o Senhor desejou que fôssemos envergonhados.

E por que isso? Porque baal é um deus dos rejeitados. Vemos neste capítulo de Jeremias, que Deus rejeitou essas pessoas, pois elas foram edificadas para adorar baal, e se elas têm as suas colunas, baal chega diante de Deus e fala “Essa pessoa é minha, ela me adora, ali está a minha moradia,” e por isso, Deus rejeita essa pessoa e ela estará cheia de vergonha.

Estar cheio de vergonha é algo muito profundo. A vergonha e o medo andam juntos e são praticamente a mesma coisa, eles paralisam, governam e dominam uma pessoa. A vergonha age nas pernas, paralisando a pessoa e impedindo-a de cumprir todo o propósito de Deus, impede de ter um casamento bem sucedido, de ser um grande profissional, etc. Baal é o deus da vergonha, e o Deus Verdadeiro é o Deus da glória, mas para essa glória resplandecer, a vergonha tem que sair das nossas vidas.

Como já vimos, quando temos essas colunas edificadas em nós, Baal assume os papéis de: senhor, marido e pai em nossas vidas. A seguir, veremos a manifestação de cada um desses papéis.

BAAL COMO SENHOR

Ouve-se um choro no campo, o pranto de súplica dos israelitas, porque perverteram os seus caminhos e esqueceram o Senhor, o seu Deus.
Jeremias 3:21

Baal se torna o senhor na vida das pessoas quando é ele quem diz o que elas têm que fazer. Por exemplo, “Você tem que trabalhar para comer,” “Você não pode comprar isso ou aquilo,” “Você só pode fazer isso…” A pessoa se torna limitada, e isso é o contrário do que Cristo veio fazer, que foi nos dar todas as coisas. Quando baal é seu senhor e você ganha seu salário, ele diz que você não pode dar uma grande oferta ao Senhor, pois você é pobre e seu salário é pouco, e tudo isso para que você dependa dele e para que ele seja o seu senhor. Mas isso é uma mentira, pois a Palavra diz que podemos todas as coisas Naquele que nos fortalece, e sempre que ouvimos uma voz dizendo “Você não pode fazer isso” e a obedecemos, o nosso senhor é baal.

E a razão de tudo isso, é o controle e a importância que damos à nossa própria vida. Pois, se eu tenho uma quantia “X” de dinheiro para viver, e o Senhor diz ‘Me dê tudo’, temos que saber que se temos ou se não temos; se comemos ou não comemos; se morremos ou vivemos, tudo é para Ele. Se eu não tenho medo de morrer de fome, por exemplo, o que importa se eu der tudo para Ele? Mas sabemos que nada falta ao justo e isso não pode ser explicado pela razão humana, vivemos isso quando Ele é nosso Senhor, e andaremos pela fé e não pelo medo.

Como já vimos anteriormente, Baal está relacionando com finanças, e é quando ele se manifesta como senhor na vida das pessoas que a área financeira é afetada.

BAAL COMO PAI

“Eu mesmo disse: “Com que alegria Eu a trataria como se tratam filhos e lhe daria uma terra aprazível, a mais bela herança entre as nações. Pensei que você Me chamaria de ‘Pai’ e que não deixaria de seguir-Me.
Jeremias 3:19

Baal se torna nosso pai quando pensamos que somos pobres coitados, vítimas e que ninguém nos ama. Vamos entender melhor isso: a paternidade é um fundamento essencialmente celestial, e quando não somos edificados nesse fundamento, somos pessoas completamente desestruturadas, que não conseguem confiar em ninguém, nem conseguem acreditar que o amor existe, ou seja, não conhecem a Deus, pois Deus é amor.

Baal ensina que você é um ídolo, ele diz que você está sempre correto e que é um pobre coitado. Essas são características de uma pessoa com rejeição, e ela sempre quer ouvir coisas que a agradem, e isso é para alimentar seu o ego, pois odeia disciplina. Baal é o deus dos rejeitados, ele assume a paternidade de todos aqueles que ainda não conhecem a Deus como Pai. E assume, também, a paternidade dos bastardos, os quais precisam ser redimidos por meio do sangue de Cristo, para se tornarem filhos do Deus verdadeiro, e terem um conhecimento do verdadeiro amor do Reino de Deus. O qual nunca será um amor que conduz a pessoa a olhar para si mesma, mas para o Senhor Jesus Cristo. Todos que têm conhecido Cristo verdadeiramente, conhecerão ao Pai e o Seu amor. O amor do Pai também é um amor de equilíbrio, carinho, de liberar palavras de benção e ensino, mas também disciplina quando é necessário.

BAAL COMO MARIDO

Mas, como a mulher que trai o marido, assim vocês têm sido infiéis comigo, ó comunidade de Israel”, declara o Senhor.
Jeremias 3:20

Sabemos que baal é esposo de alguém quando essa pessoa não gosta de estar na intimidade com o Senhor, quando não conhece o Senhor. No original da Palavra de Deus, quando o Senhor diz em Mateus 7:23 “nunca os conheci”, a palavra conhecer quer dizer ter intimidade, da mesma forma que um marido e sua esposa têm na relação sexual. Essa relação sexual foi desenhada por Deus, e para que a luxúria – que é a distorção do verdadeiro amor – não tenha mais o domínio sobre o sexo e ele seja santificado, a mente das pessoas que devem mudar.

A esposa tem o marido para ter intimidade e por meio da relação sexual que eles se tornam uma só carne. Aquilo que é do marido é da esposa também, não há mais divisão depois que eles se casaram e tornaram-se apenas um. Quando uma pessoa está casada com Cristo, ela gosta e mantém uma intimidade com Ele no lugar secreto, onde é só ela e Ele. Precisamos deixar todas as coisas para estar com Ele, porque se não nos tornamos esposa, não teremos a maior glória, revelação, poder, todos os tesouros do Reino, pois esses são entregues apenas para esposa.

Não há a mesma troca com os filhos como há com o esposo. É o marido e a mulher que sabem o que outro pensa. Precisamos nos esforçar muito para alcançar isso com o Senhor, pois nem mesmo Paulo alcançou esse nível. É necessário querer e desejar ter essa intimidade.

Na passagem de Jeremias o Senhor diz que Israel tem sido infiel a Ele, e a traição que Ele fala, não é estar com outro “homem”, mas sim o fato de não querer ter intimidade com Ele, e isso é inaceitável, pois o corpo da mulher é do marido e vice versa, um não pode dizer não ao outro, a não ser que ambos concordem com isso. Para Deus, a relação sexual é quando nos unimos a Ele e nos tornamos um.

Não podemos nunca abrir mão do momento no qual entramos nesse lugar secreto a sós com Ele, na dimensão do Espírito, pois é isso que nos torna esposa e determina se estamos casados com Cristo ou com Baal. Quem está casado com baal irá trocar a intimidade com o Senhor por qualquer outra coisa, seja por jogo de futebol, por pessoas, por comida, etc., e isso é infidelidade. É a mesma coisa de trocar a relação sexual com o cônjuge para sair com os amigos, desprezando, assim, o casamento. E por que isso é infidelidade? Porque é a trocar a glória de Deus por um ídolo em nossa vida.

Isso é muito sério. E essa busca pela intimidade com o Senhor é fundamental, pois é nessa busca que vamos alcançar níveis profundos em Deus, e é nessa dimensão que se alcança o nível de profundidade descrito está nas Escrituras, quando diz “antes que você peça, Eu já te dei”. A partir de Isaías 60, vemos que está descrito o oposto de ser governado por Baal, descreve a manifestação da glória.

Se desejamos qualquer coisa mais do que estar com o Senhor, então, estamos casados com Baal e adoramos os ídolos desse mundo, pois ainda não compreendemos que é no Santo dos Santos, na nossa união com Cristo, que está a nossa plenitude. Ou seja, neste caso, a nossa satisfação não está em Cristo, mas sim nas coisas desse mundo. A adoração a satanás acontece quando vivemos centrados em nós e em coisas naturais desse mundo.

Ter intimidade com o Senhor é tão importante, que até mesmos os casados aqui na terra, não podem trocar a sua intimidade com o Cristo por causa do cônjuge, pois se fizerem isso, o resultado será morte. É preciso primeiro se casar com Cristo, para depois querer ter um casamento terreno, pois se não tivermos primeiro o verdadeiro casamento com Cristo, nunca desejaremos viver isso em nosso matrimônio aqui na terra, pois faremos desse matrimônio um ídolo, o que fará com que não busquemos o casamento com Cristo, e foquemos apenas no casamento terreno, e isso não agrada a Deus, pois é ligado às coisas terrenas e carnais.

Em Israel, era uma vergonha uma mulher não ter marido. Naquela época, o simbolismo que o Senhor usava para falar que Ele era marido era uma mulher casada. Uma das piores maldições que vinha sobre Israel era ceifar os homens. Uma mulher gerava filhos, mas não era para ela, era para o marido.

adoraçãobaalidolatriajulgamentomaridopaisenhortemplo

igrejagloriosa • 6 de janeiro de 2017


Previous Post

Next Post

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado / Campos obrigatórios estão marcados *