Ressurreição

Jesus Cristo andou sobre a terra preparando a restauração da humanidade. Durante toda sua vida terrena, Ele viveu em constante harmonia com o céu e em profunda obediência ao seu Pai celestial porque Jesus sabia da sua missão como filho de Deus, que era trazer à existência os propósitos do Pai. Jesus esvaziou-se até a morte para que somente o seu Pai fosse reconhecido através dele.

O propósito de Cristo vai mais além da morte na cruz para salvação da humanidade. A salvação é apenas o começo para que algo grandioso e glorioso possa ser manifestado. O que Deus quer é que tenhamos de volta a glória que perdemos no jardim do Éden por causa do pecado; essa restauração acontece por meio da ressurreição e não apenas pela salvação.

Há uma manifestação da crucificação de Cristo que precisamos receber, a qual nos levará a um nível tão profundo e extraordinário da existência humana – essa é a glória da Sua ressurreição. Isso é algo que está fora da realidade da igreja, que conhece apenas a salvação. Isso requer de nossas vidas uma tremenda disciplina em seguir os passos de Cristo e aprender com Ele, porque em tudo Ele foi perfeito.

Precisamos dar mais importância e buscar compreender o que foi a ressurreição de Cristo; esse é o poder que tem sido roubado da igreja. A glória que Cristo manifestou depois da ressurreição está muito longe de ser a história que temos ouvido dentro das congregações. Por isso, devemos analisar o ministério de Cristo na terra, pois Ele é o nosso modelo; o primogênito dentre muitos que O seguirão. Tudo o que Ele viveu como filho de Deus na terra, foi por causa da visão e da ressurreição que Ele recebeu do Pai celestial.

Jesus Cristo se entregou à morte porque tinha a convicção de que o Pai era poderoso para ressuscitar. Jesus tinha tanta vida que seria impossível que o Pai o deixasse perecer em um túmulo. Sua vida de submissão e negação de si próprio, mansidão e humildade o capacitou para ressuscitar e sentar-se no trono. Nós agora devemos pegar essa mesma rota para chegarmos à ressurreição.

Primeiro precisamos carregar a nossa cruz e seguir a Cristo, fazendo somente o que Ele está fazendo. Sem compreendermos o poder de transformação da cruz, não poderemos chegar a lugar nenhum. A cruz que devemos tomar é como uma porta pela qual devemos passar para alcançarmos qualquer propósito celestial. Se não aprendermos a importância da cruz, nos tornaremos pessoas religiosas que apenas aderiram a algum mover religioso. Devemos desejar aquilo que o apóstolo Paulo desejou: padecer o que resta dos sofrimentos de Cristo.

E só depois de passarmos por essa porta que poderemos, então, contemplar a glória de Jesus Cristo. Essa cruz é um lugar de extrema obediência e total submissão, é onde nos entregamos de livre e espontânea vontade, para morrer por Ele. Esse é o lugar onde a carne deve ser cravada. Esta foi a tentação pela qual Jesus passou em todo seu ministério: a de desistir de ir para cruz. E é essa a mesma tentação que satanás continua a oferecer para os filhos de Deus. “Não vá para cruz! Não morra! Sua vida é muito importante! Você não deve sofrer! Seja feliz!”.

E o maior perigo do engano é que podemos ir para a cruz, ficarmos cravados, mas ainda assim não morrermos, continuarmos vivos. Podemos crucificar-nos com Cristo, no entanto, não morrermos junto com Ele. Se não crucificarmos nossa carne, nossos desejos e ambições na cruz, e não morrermos, também não ressuscitaremos. Pois só poderá ressuscitar alguém que já está morto.

Se ficarmos pendurados na cruz, resistindo, sem querer verdadeiramente morrer, sempre poderá aparecer alguém que nos dirá para descermos dela. Satanás nos tentará dizendo que se verdadeiramente somos filhos de Deus, temos o poder para salvarmos a nós mesmos e sair da cruz.

Foi isso que falaram para Cristo quando foi crucificado. Todavia, Cristo sabia que o grande poder que Ele iria demonstrar seria passando pela morte naquela cruz, e não saindo dela. Pois a sua visão era maior. Ele aguardava ansiosamente a glória da ressurreição – não só para Ele, mas também para todo aquele que O seguir. Entretanto, os dois ladrões que foram crucificados junto com Ele, precisaram ser mortos pelos soldados porque estavam desesperados com medo da morte e resistindo-a.

A morte na cruz é um processo lento e muito doloroso, mas também muito glorioso. Por isso satanás consegue fazer com que muitos não morram, mesmos estando crucificados. Por isso, ficar apenas na cruz é o máximo que conseguimos! Quando não ouvimos a voz da tentação, e descemos dela.

Quando ainda estamos vivos, mesmo estando pendurados na cruz, toda nossa vontade própria estará ativa, nos governando. O Senhor quer nos matar e não apenas nos salvar. É uma ignorância resistir e proteger a nossa própria vida, pois perderemos a maior herança que nos foi dada: a ressurreição.

O processo da morte vai ser mais doloroso à medida que resistimos; devemos desejar morrer. Ora, se morrermos com Cristo, cremos que também com Ele viveremos. Precisamos crer na ressurreição de Cristo e tomar posse para que esse poder seja manifestado em todo nosso ser.

É para nossa vontade própria e tudo que consideramos ser importante para essa vida terrena, que devemos morrer. Para que possamos receber a verdadeira vida, que é Cristo. É quando tudo verdadeiramente se fará novo.

A nova criação são os filhos da ressurreição porque foram gerados novamente. Tornar-se uma nova criatura não acontece quando nos batizamos nas águas, mas sim quando o Espírito que ressuscitou Cristo também nos ressuscitar.

Depois da morte, um passo importante é ser sepultado. Jesus depois de morto precisou ser sepultado. Ele poderia ter ressuscitado logo depois após a morte, porém, o fato de ir para o túmulo era muito importante. Enquanto Seu corpo, que estava morto, foi sepultado dentro da rocha durante três dias e três noites, seu espírito e alma venciam satanás e todo o império das trevas nas profundezas do inferno.

Jesus não poderia ressuscitar se antes não fosse ao inferno vencer satanás. O reino de satanás tem como função matar, roubar e destruir. Ele mata a nossa vida, rouba a nossa herança e destrói todos os propósitos do Criador para o homem. Jesus tinha que sentar-se em um trono de governo e receber um nome que está sobre todo nome. Isso implicava que tinha de conquistar o governo das trevas para que a luz pudesse resplandecer.

Assim como Cristo, nós também precisamos ser sepultados. Esse sepultamento é o tempo em ficamos reclusos, isolados; estaremos no oculto, sepultados dentro do Esconderijo do Altíssimo. É nesse tempo que também iremos vencer a satanás e destruir todo o império da morte que tem governado nossas vidas.

Para podermos ressuscitar, necessitamos destruir todo o império das trevas que nos mantém aprisionados e vencer a morte em todos os seus aspectos. O medo é o principal inimigo a ser vencido.

O medo que temos de perder a vida terrena é maior do que o medo de perder a vida eterna. Infelizmente, para muitos, a vida terrena tem mais valor do que a vida celestial. Esses valores devem mudar totalmente se quisermos conhecer o poder da ressurreição.

O medo exerce um poder de nos paralisar quando é posto em risco a nossa comodidade física, emocional e material. A palavra de Deus diz: Quando perdemos a nossa vida é que a encontramos. O medo da dor, da perca, de não ter e não ser, são as armas usadas nas mãos dos nossos inimigos para roubar e destruir a nossa herança celestial.

Entramos em pânico ao encontrarmos ameaçado aquilo que nos dá segurança e que nos traz conforto. Por isso, caímos no terrível erro de controlar as circunstâncias da nossa vida porque acreditamos que cuidaremos melhor de nós mesmos do que o próprio Deus, que foi quem nos trouxe à vida.

Precisamos soltar as rédeas e parar de resistir a Deus! Pois tudo que Ele quer é que a glória que Ele deu ao Seu Filho também venhamos a receber. Cristo em nós é a esperança da glória. Contudo, para que Cristo esteja em nós, nós devemos deixar de existir. Dois reis não podem ocupar o mesmo trono. Ele nos chamou reis, porque é Cristo mesmo reinando em nós.

Para a ressurreição é que devemos existir. Procurando morrer para o Eu a cada novo dia até alcançarmos essa extraordinária graça da suprema grandeza do poder de Deus. Não importa o tempo que leve se só três dias e três noites ou até mesmo muitos anos.

A glória da ressurreição de Jesus Cristo é o poder que transforma a matéria. A cruz, a morte e o sepultamento, todos esses processos, atuarão no nível da nossa alma e do nosso espírito. Mas a ressurreição atuará até no nosso corpo físico, alterando toda cadeia genética do DNA que herdamos, para que se manifeste o DNA do Criador em nós outra vez. Isso é ser transformado de glória em glória.

Pela glória da ressurreição é que vamos andar nos poderes da era vindoura. Esses poderes são a própria manifestação dos atributos e virtudes da divindade, e o Senhor deseja que venhamos a andar e a viver nesses poderes para que Ele mesmo seja glorificado. Esse poder nos dá a habilidade de manifestarmos a onisciência, onipotência e onipresença do nosso Criador, assim como Cristo manifestou depois que ressuscitou dos mortos.

O Cristo ressurreto se manifestava aos seus discípulos e eles não O reconheciam, porque aparecia em formas físicas diferentes. Ele ia ao céu e voltava; entrava nas casas atravessando as paredes; estava em um lugar e desaparecia e aparecia em outro; sabia tudo o que estava acontecendo com todas as pessoas e conhecia todos os pensamentos.

Ele tinha agora poder sem limitações porque venceu o medo e a morte. Ele destruiu as limitações que tornavam o homem inoperante. Cristo tomou das mãos de satanás as chaves que mantinham cativa e em inutilidade a humanidade.

O poder da ressurreição nos liberta das limitações humanas e terrenais. Jesus falou: “Eu sou a ressurreição e a vida e aquele que crê em mim ainda que esteja morto viverá”. O poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos está hoje disponível para a igreja, isso é real e é agora, hoje. A morte foi destruída pela vitória na cruz!

Se o Espírito daquele que ressuscitou Cristo dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo também dará vida aos seus corpos mortais, por meio do Seu Espírito que habita em vocês.

A vitória de Cristo foi destruir o poder da morte que governava sobre a Terra. O que nos leva à morte é o pecado. Porém, o verdadeiro pecado é a incredulidade e a frieza para dar e receber amor, essa é a autoridade que o homem dá à morte.

Jesus veio para nos dar vida e vida em abundância! Ele é a ressurreição e a vida! Como vamos derrotar a morte para termos a vida? Crendo no poder da ressurreição, não amando nossas vidas até a morte e conhecendo a Vida. Jesus é a vida.

A palavra de Deus diz que a morte só tem poder sobre o homem apenas uma vez, depois disso não se pode morrer outra vez. Cristo morreu uma vez só, não podendo voltar a morrer, da mesma forma será conosco.

Uma vez que morremos com Cristo, e também com Ele somos ressuscitados, a morte não terá poder mais sobre nossa vida! Porque só podemos morrer uma só vez, então a morte estará proibida de nos tocar. Esse é o último inimigo que será destruído pelos filhos de Deus e que devemos colocar embaixo dos Seus pés.

Só podemos receber a vida eterna por causa da ressurreição. A eternidade vem habitar em nós porque a eternidade e a ressurreição são a mesma coisa. Quando passamos pela ressurreição é que nos tornamos uma nova criação, porque aquele que está EM Cristo tudo se faz novo. Lembrando que a ressurreição é Cristo, então, estando dentro de Cristo é que seremos transformados. Essa é a nossa habitação celestial.

Não haverá mais morte corroendo nosso corpo mortal, porque a imortalidade já revestiu todo o nosso ser. Teremos tanta vida que onde passarmos, tudo à nossa volta será transformado e todas as coisas serão restauradas.

A glória da segunda casa será maior do que a da primeira. Essa é a glória da nova criação que está prestes a se manifestar nos filhos de Deus, pois a natureza criada geme com dores de parto esperando a manifestação dos filhos de Deus. Isso é para aqui nessa Terra, no dia que se chama hoje! A Ressurreição é o poder da vida que carregaremos em nossos corpos e isso nos fará transmissores da maior glória celestial que será conhecida pelos homens. Estamos prestes a conhecer o que é sermos realmente a imagem e semelhança do Criador que se perdeu por causa do aumento da maldade.

Versículos para estudo: Romanos 6:4-8; Romanos 7:5; João 21:4; 2 Coríntios 5:15; Mateus 27; Colossenses 3:4-10; 2 Timóteo 2:11; Gálatas 6:14-15.

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igrejagloriosa • 19 de março de 2016


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